quinta-feira, 26 de maio de 2011

A razão deste livro

Durante todos esses anos sempre estive convicto da legitimidade da Igreja Católica Apostólica Romana como verdadeira e única igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo: caminho, verdade e vida, primeiramente por meus pais tradicionalmente católicos, e depois por meu próprio desejo, instruído pela catequese, pela Bíblia e outros livros, e estudando sobre outras crenças.

A ordenação diaconal aprofundou a minha vocação e compromisso cristão apesar de reconhecer as minhas limitações e meus pecados, sempre superados pela misericórdia Divina através da ação salvífica de Jesus Cristo, por obra do Espírito Santo e sob a orientação da Igreja que juntamente com Maria e todos os Santos levam-me a uma reconciliação constante.

Animado, portanto, como Católico, e inspirado em São Paulo, sinto-me impulsionado a celebrar a Palavra e anunciar o Evangelho: “... Ai de mim se não pregar o evangelho!” (I Cor 9:16). Por força do meu ministério esforço-me em colaborar com Jesus a ajuntar as ovelhas para que haja, realmente, um só rebanho e um só pastor (Jo 10,16).

A minha intenção inicial foi a de escrever algumas mensagens a um amigo que abraçou uma seita cristã. Entretanto, juntando um pouco aqui e um pouco ali, fui reunindo informações que se avolumaram em número de páginas maiores do que eu esperava comportando esta encadernação.

Assim sendo, edito este trabalho dedicado primeiramente à minha família, e aos irmãos de todas as crenças, como subsídios para estudos e, em especial, àqueles que estejam passando por alguma crise de fé ou, porventura, pensando em mudar de religião ou, quem sabe, até já tenham renunciado ao catolicismo.

Não é meu desejo desmerecer a ninguém, mas estimular uma reflexão sobre alguns assuntos que para nós católicos é da maior simplicidade e compreensibilidade doutrinária, mas que para os protestantes são motivos de contestações, consciente de que uma imensidão de outros temas existe também relevantes e que não estão aqui abordados.

A citação no título “atrativos protestantes”, entenda-se no bom sentido como explanação de idéias.

sábado, 21 de maio de 2011

CAPA DO LIVRO

DO AUTOR





Autor: Diác. Narelvi Carlos Malucelli

Diácono, Advogado, Técnico em Contabilidade e Professor.
Provisionado na Paróquia de Nossa Senhora da Salette - Curitiba Pr.
Residência: Rua Coronel Modesto, 99 - Morretes Pr.
Fone: (41) 3462-1152
diacononarelvi@oi.com.br

Nascido em 11/12/1941
Batizado em 02/02/1942
Crismado em 22/05/1949
Casado em 08/05/1963
Ordenado Diácono em 28/11/1999

Dedicatória:
Esposa: Belisa Amélia de Freitas Malucelli
Filhos: Marcos e Miriane
Netos: Felipe e Gabriel

Capa:
Igreja Matriz  de Nossa Senhora do Porto
de Morretes Pr.

1ª edição
Pentecostes -  2006

PREFÁCIO DO PE. ANACLETO

Prefácio
Ao leitor:
 Mostrar a verdade e deixar livre a aceitação

Deus é Pai de todas as pessoas: dos pagãos, dos católicos, dos evangélicos, muçulmanos, budistas, espíritas... Deus não pertence a alguém ou a um grupo. Ninguém tem o direito de impor o “seu” Deus. Deus é universal.

Jesus também é de todos: Não é dos “crentes”, nem dos católicos. É de todos e veio, da parte de Deus, para salvar a todos. Ninguém deve ser dono de Jesus e apresenta-lo conforme quer.

A Bíblia é o livro de todo o povo da terra: Não é dos “crentes” nem dos católicos. É o livro da família de Deus morando sobre a terra. A Bíblia não deve ser um ídolo, nem usada para dominar os outros impondo o que eu penso e o que eu entendo dela. Deus é o dono e autor da Bíblia. Não posso ser dono do pensar de Deus.

A Igreja (o povo) é de Deus: não é do pastor, nem do padre. Ela é o povo que tem fé em Jesus e o segue. Acima da Igreja está o Reino de Deus, isto é, Deus chama a todos a serem salvos. Igreja nenhuma salva por si mesma. Ela ajuda a vivenciar a prática da religião e a sermos um só corpo e um só espírito (Ler Ef 4,1-7).Nenhuma Igreja é perfeita.

A salvação é oferecida para todos: perfeitos ou imperfeitos. Os “crentes” não são perfeitos, os católicos não são santos. Todos seguimos a Jesus, meio de longe, mas todos podemos ser achados, perdoados e resgatados por Cristo.  Ninguém tem direito a condenar ninguém.

Deus não faz distinção entre as pessoas porque todas têm o mesmo Senhor e as ama com a mesma intensidade (At 10,34; Rm 10,12)

         Este livro bíblico franco e coerente fará muito bem se for lido e assumido. E Deus aplaudirá.

         Ao autor e leitores, Deus abençoe.

(a)   Pe. Anacleto Ortigara



            Pe.Anacleto Ortigara é Missionário Saletino.
       Pároco da Paróquia - Santuário de Nossa Senhora da Salette
Rua Lange de Morretesnº 691
Jardim Social - Curitiba

OS FRUTOS PLANTADOS NO CORAÇÃO DE VOCE

Tenho certeza de que os frutos plantados no coração de você desde o dia em que, ainda criança, o Espírito Santo de Deus fez moradia pelo Sacramento do Batismo despertando o dom da fé, ainda continuam.

Para esse Batismo você foi conduzido à Igreja Católica por seus pais, os primeiros semeadores da Palavra  (Mc 4,26).

            Sei que esse dom permaneceu em você durante todos estes anos, movido ou pela participação que teve em nossa Igreja ou pelos  exemplos de seus pais e padrinhos.

Quero, sinceramente, que você reflita sobre o trabalho que ora ofereço para que possa discernir corretamente sobre a opção que fez ou pretenda fazer na sua vida religiosa, lembrando que “Aqueles que recebem a semente em terra boa escutam a palavra, acolhem-na e dão fruto, trinta, sessenta e cem por um” (Mc 4,20), e ainda a promessa de Jesus narrada por Mateus: “Aquele que perseverar até o fim, esse será “salvo”(Mt 10,22) e do seu conselho: “É de perseverança que tendes necessidade, para cumprirdes a vontade de Deus, e alcançardes o que ele prometeu”(Hb 10,36.

A caminhada religiosa é bastante gratificante. Contudo, nem sempre é fácil. Quantas pedras são lançadas no caminho, mas é preciso retirá-las com sabedoria, persistência e coragem para deixá-la livre. 

Jesus mesmo disse:

Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim; Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” e “quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo” (Mt 10,38;16,24; Mc 8,34; Lc 9,23;14,27).

O importante é saber que apesar das dificuldades, o próprio Jesus nos fala em coragem: No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo”. (Jo 16,33).

Deixe-se conduzir por Jesus Cristo e os bons frutos plantados no seu coração jamais perecerão.

COISAS MARAVILHOSAS QUE CERTAMENTE ACONTECERAM NA TUA VIDA

         Muitas vezes permitimos que a nossa vida seja levada por ações rotineiras que nos esquecemos de observar as maravilhas que aconteceram conosco. Olhamos para os nossos rios, morros, florestas, pássaros, o sol, a lua, os nossos amigos de infância, colegas de escola e professores, nossos pais, avós e outros parentes, sem enxergá-los, de fato. Observamos uma floresta sem, contudo, identificar as árvores.
       Somos, então, convidados a fechar os olhos e lembrar, mesmo que de vez em quando, o que se passou. Isso nos ajuda a colocar as pedras do xadrez da nossa vida nos seus devidos lugares. E para o propósito deste livro convido-o a essas lembranças:
 ·        Você nasceu de pais católicos, portanto, fecundado e nascido católico;
·        Você foi batizado e crismado na Igreja Católica;
·        Através de seus padrinhos você pediu o Batismo e manifestou acreditar em Deus Pai, em Jesus Cristo e no Espírito Santo, na Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos e na vida eterna.
·        Você teve catequese e recebeu a Eucaristia.
·        Quantas Missas você participou!  Jesus é o grande sacerdote da  Missa;
·        Se for casado, certamente casou na Igreja Católica e lá batizou seus filhos.
·        Talvez você tenha até sido coroinha;
·        E o grupo de jovens? O que restou dele?
·        Foi na Igreja Católica que você aprendeu a amar a Deus na Trindade, as primeiras orações, a Bíblia ...
·        Talvez  você tenha sido Mariano ou Filha de Maria, ou pertencido ao Apostolado do Sagrado Coração de Jesus…
·        Acrescentem-se aqui, tantas outras coisas boas que somente você lembra.
 Não fosse isso tudo, que rumo teria dado à sua vida?

Denominação que aqui adoto: "Protestantes"

            Prosseguindo, quero esclarecer sobre a denominação que utilizarei para me referir a outras Igrejas que se separaram do Catolicismo com a Reforma Protestante e pós-reforma.
            A primeira denominação dada aos participantes do movimento de protesto contra a
 Igreja Católica foi PROTESTANTES, como eram conhecidos. Com a multiplicação dessas religiões e seitas, em razão do modus vivendi de seus seguidores passaram a ser conhecidos por CRENTES ou EVANGÉLICOS, indistintamente a todas as Igrejas. 
       “Crente” é o que crê; persuadido, convencido, a pessoa que professa uma religião, e “evangélico” é relativo ao Evangelho, isto é, a pessoa que segue o Evangelho. Como os católicos crêem e seguem o Evangelho,  também são crentes e evangélicos e para que não ocorram confusões, manterei a identidade originária e principal de PROTESTANTES ao me referir aos mesmos aplicando o nome da religião ou seita, quando for o caso.
           Afinal, mesmo que as novas Igrejas não tenham participado diretamente da Reforma já que ainda não existiam, ao saírem do Catolicismo e optarem pelo segmento protestante filiaram-se ao Protestantismo, e como se sabe, “filho de peixe, peixinho é”. Além do mais, continuam até hoje protestando contra a Igreja Católica.
            Justifica-se esse cuidado também pelo fato de que muitas vezes a palavra “crente” é colocada ou falada impropriamente proporcionando dupla interpretação.
 Tenho ouvido alguns pregadores protestantes fazerem alusão à palavra “crente” nas explicações bíblicas, dando ênfase com o propósito de impressionar os ouvintes como se alguns textos fossem dirigidos a eles, particularmente, na condição de congregados das Igrejas “crentes” como denominação religiosa. Já ouvi, por exemplo, dizerem: “Jesus falou aos “crentes”..., “Paulo falou aos “crentes...”, “Lá estavam os “crentes...”.
Primeiro, na Bíblia protestante a palavra “crente” ou “crentes” é encontrada apenas doze vezes no Novo Testamento. Entretanto, “crente” não é a tradução adequada nem aparece na Bíblia católica.
Mesmo assim, na Bíblia protestante a palavra “crente” vem com uma conotação que generaliza o seu significado, isto é, referindo-se aos ouvintes como sendo aqueles que acreditam ou crêem, o que estaria correto.  No entanto, pelo sentido que querem dar, é como se estivessem os versículos dirigidos à Igreja ou Religião dos Crentes protestantes, o que está errado e representa uma armadilha gramatical porque leva a uma falsa compreensão quanto aos destinatários da mensagem. 

[1] Dicionário http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx